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A Deusa EUÁ

23 Janeiro, 2008

mas como enfrentar o trágico?
os altares vivos (as pesssoas) veneram a senhora dos disfarses,
as geladeiras guardam e escondem todas as horas mortas.amantes da guerra e do silêncio se unam agora! a tigresa EUÁ e as raízes da lua irão deglutir a noite no próximo intervalo comercial. a senhora dos venenos há quem diga que virá para ressucitar Jonh F. Kennedy.coma seus alimentos imaginários e fume a fumaça que não existe,
há quem afirme que a senhora da invisibilidade virá para implantar o dia do vermelho, azul e branco em todos os terreiros da confederação, suas estrelas são da mais alta e nítida vertigem.
a terrível mulher pássaro virá para redescobrir o verdadeiro Estados Unidos do Universo,
a padroeira dos ventríloquos e a senhora dos sonhos é nossa mãe no Império do Transe,
da camuflagem à metamorfose, a senhora camaleão é a tradutora do infinito entre nós.
é o caos entre o dia e a noite,
é o karma da suavização dos Sete céus para terra,
são as Sete encruzilhadas,
são os Sete governadores comendo marshmallow no grande útero universal,
são as Sete novas divindades no sangrar dos horizontes dos pássaros de metal ,
são os Sete Novos conclamando a concórdia das 50 estrelas,
são as nossas 50 estradas fundamentais.
a senhora das ilusões parida pelo sopro dos espelhos proibidos,
a senhora das cópias, a senhora da memória,
podemos afirmar, sem susto, que EUÁ trocaria qualquer iguaria por um pretzel do Brooklyn temperado com camarão seco, dendê e onion rings.

a galinha te humilhou sujando sua roupa branca impecável?

para aqueles que não suportam a beleza das coisas há sempre a possibildade de religar a parte branca do arco-íris, pessoas que desaparecem.

zé carioca pilintra
joe pilintra carioca

os Sete Poetas (Domingos, Augusto e Mariano) se transformarão em pombos para espalhar suas sementes pela terra, Ogum cria o pincel e EUA lhe dá vida, eternizando-o em uma tela de Renoir, Ogum inventa a máquina fotográfica; e EUÁ cria a arte do cinema. Evoé Holllywood!

o grande chefe general e a senhora do mimetismo,
papai urbano e mamãe menininha de New Hampshire,
Uncle Sam de Xangô e a ialorixá Jacqueline Kennedy,
Franklin Roosevelt de Ogum e George Washington de Exu.

isso tudo nos explica bem o uso excessivo de pipocas no sacrifício.

a senhora da transparência fala em inglês, responde em alemão e francês, ao mesmo tempo que lê uma revista de arte em italiano e atende o telefone em espanhol no meio da Broadway……..

parentes de santo e seus cartões de crédito,
John Fitzgerald Kennedy de EUÁ,
que o orixá yankee e seus alvos invisíveis imitem os nebulosos gestos de caça,
nenhum babalorixá jamais irá jamais conseguir imitar os passos de Elvis Xangô Presley,
a calmaria de seu twist barra-vento.

senhores da defesa da ilusão, bebam a aguá do rio sono, a resposta dos ebós e seus convidados noturnos virá tal qual flecha da senhora das guerras, ela é o próprio horizonte, vamos viver de tempo.

“É vodum maioquê, é vodum maioquê, Presley, Presley…….”
“EUÁ, EUÁ majô, EUÁ, EUÁ……….”

7A

WELL WAR STATE

18 Janeiro, 2008

“Não viajo para paises em guerra” me disse o Miguel quando eu perguntei se ele tinha vontade de ir aos Estados Unidos da América. Guerra!!! A América não são estados, ela é um estado de guerra! E nós conhecemos a América, ou tudo aquilo que eles quiseram nos contar… e nem assim esconderam a luxuosa decadência que é cada império. Temos John Fante e Norman Mailer sussurrando em nossos ouvidos uma América por debaixo da América. John Lennon quis a Roma do século XX e foi aniquilado. Em Roma como os romanos… Em Roma coma os romanos… Nos Estados Unidos coma os Americanos… Mas quem são os Americanos?! “O Pato Donald?! O Mickey Mouse?!” me disse Nil numa canção lisérgica. Na aurora do século XXI existe uma América escondida, talvez ainda não pronta para ser descoberta. Uma América que será arqueológica. Interpretada pelos super-computadores de Isaac Azimov e pelas Inteligências Artificiais de Willian Gibson. On that sky above with the color of a television tunned to a dead channel! É sob este céu que estará a América do porvir. Um céu que estará entornado no submundo, abaixo, muito abaixo dos nossos pés… ou dentro deste parque de diversões da cabeça… A Coney Island of the mind!  Será, então, o tempo de ouvir um chamado! Um chamado que não seja sirene de bombardeio nuclear em New Hampshire, nem grito inumano de dor entorpecida em Bagdá! Será o chamado daquelas letras riscadas sem medo em um papel carbono qualquer que deveriam soar mais alto que qualquer God Bless America: 



Let us rise and go now
under the city
where ashcans roll
and reappear in putrid clothes
as te uncrowned undergroud kings
of subway men´s rooms!

Great call Ferlinghtti!

7D.