Oh, we will fight, fight, fight for Iowa State And may her colors ever fly.
Iowa Fight Song
Cruzando de leste a oeste o glorioso estado de Iowa pastores de porcos da colônia alemã filiados ao Greenpeace interromperam o tráfico da rodovia 69 entre Ames e Des Moines. Os pastores protestavam contra a plantação de soja transgência no estado que, usada como ração, estaria afetando a saúde dos porcos. De encontro à manifestação vinha um grupo de produtores de etanol da colônia Irlandesa que queria cruzar a rodovia no intuito de chegar à capital para uma reunião sobre subsídios à produção do produto. Os porcos chafurdavam em poças de lama e estrume ao lado da rodovia enquanto os pastores tentavam empurra-los para o asfalto. Buzinas e gritos de porcos se misturavam ao som da canção de luta do Iowa entoada por um grupo de hispânicos que já se consideravam americanos e se sentiam no direito de reivindicar o greencard antes de tentar atravessar Minesota para fugir de possíveis retaliações num exílio forçado no Canadá. O caos atingia um ponto de tensão perto da ebulição. Quando estavam os irlandeses empurrados pelos hispânicos prestes a atropelar os porcos dos alemães alguém de etnia indefinida gritou o lema do estado: Our liberties we prize and our rights we will maintain! Perguntado sobre sua procedência gaguejou e não se sentia confortável para incluir-se em nenhuma categoria.
(Pausa dramática em silêncio profundo)
Encontrando um inimigo comum alemães, irlandeses e hispânicos sentenciaram o desertor que não conseguiria enquadrar-se nas rígidas definições étnicas americanas e que havia assim desonrado o glorioso lema do glorioso estado de Iowa.
“Homem de etnia não identificável é linxado por multidão na rodovia 69. Os hispânicos serão deportados” Era a manchete de um jornal do condado de Montgomery!