Arquivos para 'Grandes Temas Americanos'Categoria
18 Abril, 2008
na Bahia a vida era assim
Olodumaré no Orun
e os orixás andando a cavalo nos homens
um erê colocava pedrinhas dentro dos búzios
e um ifá pela voz de uma Ialorixá
dizia que um Ogum estava no caminho
- São Jorge de armadura branca dragão e lua -
fossem os búzios sem as pedrinhas
e era Iemanjá planície do mar sal e cabelos longos
Odoyá rainha do mar…
na Grécia a vida era assim
Zeus no Olimpo
e os deuses brincando com os homens
Éris colocava alucinógenos nas ambrosias
e uma antevisão pela voz de um oráculo
dizia que Marte estava no caminho
- Ares com dois cães raivosos um homem e dez mil vozes -
fossem as ambrosias sem alucinógenos
e era Vênus pousada na concha chegando com o vento
nasce a aurora rosidáctila…
em Washington a vida era assim
um presidente numa Casa Branca
e os congressistas andando em blindados pagos por homens
alguém colocava aviões nos prédios
e um relatório na voz de um exército
dizia que um Árabe estava no caminho
- Osama de barbas brancas caverna e deserto -
fossem os prédio sem aviões
e era Marilyn saindo do bolo cabelos louros
happy birthday dear president…
7D.
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6 Março, 2008
Salve o desejo da grávida
que deglutiu a língua da América
não este inglês Pato Donald Yanke
mas quela Babel pré-colombiana de sensasons
Bumba meu bull
manchado de estrelas de vermelho azul
cansado e triste
mas Bumba meu bull
e toma a sua ilha perdida
flutante sobre o amazonas
sacode essa bandeira que te enforca
renasça pelas mãos do elixir do pajé
e rumine esta língua que é cetro
para fazer ressurgir
como flor de estrume
tudo que ficou reprimido
neste enorme Pasto América
7D
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24 Janeiro, 2008
E todo mundo lembra daquele famoso discurso do Kennedy quando ele diz:
“And so, my fellow Americans: ask not what your country can do for you – ask what you can do for your country.”
Até aí tudo bem afinal de contas um Juscelino, um Getúlio, pra não falar do Sarney com aquele “Brasileiros e Brasileiras” … enfim todo esse pessoal falava mesmo para, e de alguma forma canhestra, por seus fellows, enfim pro seu povo. Ou o que quer que essa palavra signifique. O problema está na menos lembrada frase que vem depois daquela. A que o Kennedy diz assim:
“My fellow citizens of the world: ask not what America will do for you, but what together we can do for the freedom of man.”
Nesse pedaço me parece mais uma coisa Luke Skywalker. Algo talvez que tenha nascido naquele momento de comoção da vitória com o Darth Vaider fantasmagórico e espectral ao lado do Yoda e o Han Solo dançando com a Léia e o Luke ali muito feliz com sua mão biônica delirando na onda de ter salvado a Galáxia. Tudo como uma grande festa em Massachusetts, depois de ter salvado Nova York, enquanto na Vila Kennedy o couro comia forte. Quem é a estrela da morte?! Enfim… acho que ele se excedeu um pouco. Mas talvez eu devesse usar essa citação naquele processo que eu gostaria de mover pra votar pra presidente dos EUA. Se o Mr President fala em nome dos seus fellow citizens of the world AH! então eu quero também escolher quem é que vai falar essas coisas pra mim! Não quero um boçal qualquer, quero um cara de nível, um cara que pelo menos saiba quem pilota a Millenium Falcon! São sempre idéias meio absurdas, como a daquele cara que morreu de câncer de tanto cigarro que fumou pra ficar doidão e queria processar o governo que não deixava ele fumar maconha que é muito mais saudável. É sempre assim, um cara quer inventar um emplastro que cure de tudo e acaba morrendo de gripe. Mas não ia ser nada mal uma mão biônica feito a do Luke, e aquele lance da Força pra alcançar o telefone que tá tocando lá na sala… Essas coisas difíceis da vida!
Mas vamos torcendo, desejando um próximo ano novo em que tudo surrealize!
“Kennedy I´am your father”
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23 Janeiro, 2008
mas como enfrentar o trágico?
os altares vivos (as pesssoas) veneram a senhora dos disfarses,
as geladeiras guardam e escondem todas as horas mortas.amantes da guerra e do silêncio se unam agora! a tigresa EUÁ e as raízes da lua irão deglutir a noite no próximo intervalo comercial. a senhora dos venenos há quem diga que virá para ressucitar Jonh F. Kennedy.coma seus alimentos imaginários e fume a fumaça que não existe,
há quem afirme que a senhora da invisibilidade virá para implantar o dia do vermelho, azul e branco em todos os terreiros da confederação, suas estrelas são da mais alta e nítida vertigem. a terrível mulher pássaro virá para redescobrir o verdadeiro Estados Unidos do Universo,
a padroeira dos ventríloquos e a senhora dos sonhos é nossa mãe no Império do Transe,
da camuflagem à metamorfose, a senhora camaleão é a tradutora do infinito entre nós.é o caos entre o dia e a noite,
é o karma da suavização dos Sete céus para terra,
são as Sete encruzilhadas,
são os Sete governadores comendo marshmallow no grande útero universal,
são as Sete novas divindades no sangrar dos horizontes dos pássaros de metal ,
são os Sete Novos conclamando a concórdia das 50 estrelas,
são as nossas 50 estradas fundamentais.a senhora das ilusões parida pelo sopro dos espelhos proibidos,
a senhora das cópias, a senhora da memória,
podemos afirmar, sem susto, que EUÁ trocaria qualquer iguaria por um pretzel do Brooklyn temperado com camarão seco, dendê e onion rings.
Enviado em 7A, California, Grandes Temas Americanos, New Hampshire, New York | Deixar um comentário »
18 Janeiro, 2008
“Não viajo para paises em guerra” me disse o Miguel quando eu perguntei se ele tinha vontade de ir aos Estados Unidos da América. Guerra!!! A América não são estados, ela é um estado de guerra! E nós conhecemos a América, ou tudo aquilo que eles quiseram nos contar… e nem assim esconderam a luxuosa decadência que é cada império. Temos John Fante e Norman Mailer sussurrando em nossos ouvidos uma América por debaixo da América. John Lennon quis a Roma do século XX e foi aniquilado. Em Roma como os romanos… Em Roma coma os romanos… Nos Estados Unidos coma os Americanos… Mas quem são os Americanos?! “O Pato Donald?! O Mickey Mouse?!” me disse Nil numa canção lisérgica. Na aurora do século XXI existe uma América escondida, talvez ainda não pronta para ser descoberta. Uma América que será arqueológica. Interpretada pelos super-computadores de Isaac Azimov e pelas Inteligências Artificiais de Willian Gibson. On that sky above with the color of a television tunned to a dead channel! É sob este céu que estará a América do porvir. Um céu que estará entornado no submundo, abaixo, muito abaixo dos nossos pés… ou dentro deste parque de diversões da cabeça… A Coney Island of the mind! Será, então, o tempo de ouvir um chamado! Um chamado que não seja sirene de bombardeio nuclear em New Hampshire, nem grito inumano de dor entorpecida em Bagdá! Será o chamado daquelas letras riscadas sem medo em um papel carbono qualquer que deveriam soar mais alto que qualquer God Bless America:
Let us rise and go now
under the city
where ashcans roll
and reappear in putrid clothes
as te uncrowned undergroud kings
of subway men´s rooms!
Great call Ferlinghtti!
7D.
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6 Dezembro, 2007
Área 51
delírio Americano
uma boa idéia
Paradise Ranch
Dream land resort
a verdadeira boa idéia
caninha 51 americana
Área 51
astronautas e astrolábios em comunhão
alienígenas jogam cartas holográficas
trocam armas laser por charutos cubanos
Área 51
o sonho americano de um estado na liturgia da paranóia!
- Aqui somos livres, não precisamos prestar contas!
- Cada casa tem seu próprio bebê de Rosemary!
- Neverland nunca mais será a mesma!
- I don´t even care about Michael Jackson!
Área 51
última bastilha inexpugnável da América!
ali naquele rancho em Nevada eu vi a família Buscapé
chapéus de Cowboy e o tempo passando Rip Van Winkle…
duendes com poções do sono secular
e aquele cigarro de palha doce
queimando no por do sol o petróleo-sangue Americano
não existe mundo fora do Rancho 51
- aqui dormimos com as portas abertas na noite sem estrelas

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30 Novembro, 2007
O constrangimento era grande. Era tudo o que se podia dizer sobre o primeiro dia do primeiro encontro de divindades da água de Minneapolis. Estavam reunidos representando seus devotados fiéis Posseidon, Iemanjá e Aquaman. Iemanjá dizia contrariada que reconhecia a grandeza do Mississipi, mas que se fosse pra fazer o encontro numa cidade sem mar que chamassem a Iara. O Aquaman quis perguntar quem era Iara, mas disfarçou meio discreto enquanto observava o mau jeito do Posseidon com os hambúrgueres e a coca-cola… é não tinha néctar nem ambrosia… That´s Minneapolis you know?! A desolação era grande, mas nem Iemanjá conteve o riso ao ver uma sereia ressecada pelo frio escorregar no congelado Lake Harriet. Posseidon ficou puto e disse com voz tonitruante que se era pra essa palhaçada que tivessem chamado o Bob Esponja! O Aquaman desconsertado e meio disperso pensando em seu contrato com a DC Comics lembrou da piscina de ondas e perguntou meio de soslaio se de repente aquilo não tinha mais a ver com um mar… We have the biggest wavepool of America!… Iemanjá e Posseidon se entreolharam enquanto o Boto Rosa resgatava a sereia acidentada e aproveitava pra dar uma cantada elogiando o novo corte das escamas. O sol do inverno em Minneapolis baixava e o fiasco era grande. Mas quando Posseidon cutucou a bandeira Americana com o tridente foi o Aquaman quem ficou puto e perguntou em tom de desafio o que aquela galera ali já tinha feito pelo mundo, pois apostava que a Liga da Justiça já tinha feito muito mais. Ao que recebeu resposta rápida e rasteira de Iemanjá que sentindo saudades de Ipanema e da Bahia suspirou perguntando pra que tanto super-herói pra passar o tempo todo só salvando Nova Iorque! O Boto Rosa meio sem noção perguntou com olhar maroto se o Aquaman ficava grávido igual cavalo marinho. Uma risada longa dos outros comparsas ecoou pelo pavilhão de encontros do hotel como maré…
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27 Novembro, 2007
A maior cena de amor Americana não é nenhum beijo de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman… não tem Deborah Kerr nem Gregory Peck…. não é aquele beijo do soldado na enfermeira no final da Segunda Guerra. A maior cena de amor Americana é Jacqueline Kennedy Onassis subindo em desespero a capota daquele Ford modelo Lincoln para catar os pedaços explodidos da cabeça de John Fitzgerald Kennedy. São algumas dezenas de fotogramas da primeira dama repossuída em transe ensangüentando as mãos nos miolos daquele 22 de novembro de 1963. Lee Harvey Oswald matou Kennedy. Dois tiros cirúrgicos, um no pescoço e outro fatal na cabeça. Foi você mesmo Oswald?! Não! Oswald o teria devorado! Lee Harvey ex-marine. Até tu Brutus?! É presidente quem deu o tiro foi um dos teus… naquele dia D of the Big D, Dallas city. Don´t you mess with Texas mr. President. Sempre que vejo um beijo em preto e branco ou escuto ao longe o Sam tocando de novo em Casa Blanca lembro de Dona Jacqueline ajoelhada no carro já funerário em movimento atrás do cérebro espatifado do marido. Amar é ter nas mãos essa massa cinzenta que pensava a América! Cinzenta como a Lua que ele queria conquistar. Flicts. É… presidente naquele 20 de julho de 1969 lembrei de suas palavras. Um homem na lua. E você o que teria pensado Kennedy ao ver na distância aquele foguete Saturno V cortando os céus como a bala que cortou o ar até a sua cabeça?! “A small trigger for a mans finger but a giant blow for a human head!” Dona Jacqueline catando miolos para alimentar mortos vivos! Miolos!!! Miolos!!! Nada é por acaso nessa vida… Lincoln morreu na sala Ford do teatro Kennedy. Kennedy morreu num Ford modelo Lincoln. É… nada é por acaso nessa vida… Sempre que penso no amor na América penso em Dona Jacqueline ajoelhada apavorada apaixonada com as mãos empapadas de sangue catando a cabeça do marido.
E Pelé disse: Love, Love and Love!
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27 Novembro, 2007
Popeye de santo é o marinheiro
the Marines invadem algum Oriente Médio
todos herdeiros do sangue haitiano
da Hemocaribbean Company
um biscoito por um litro do seu sangue
nosso espinafrePopeye de santo
pitando seu cachimbo
Popeye o caolho estourado
sub-camões aparvalhado
rei do terreiro
jogando os búzios
para seu rebanho de cavalos
onde montam Exu, Oxossi, Saravá
Popeye de santo
e seu despacho guerra santa
Olívia Palito de burca Talibã
marinheiro desembarcando no deserto
ao som de um Frank Sinatra pomba gira
Popeye de santo is the sailorman
Well, blow me down!
O petróleo é o meu espinafre! é o meu sangue!
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