WELL WAR STATE

18 Janeiro, 2008

“Não viajo para paises em guerra” me disse o Miguel quando eu perguntei se ele tinha vontade de ir aos Estados Unidos da América. Guerra!!! A América não são estados, ela é um estado de guerra! E nós conhecemos a América, ou tudo aquilo que eles quiseram nos contar… e nem assim esconderam a luxuosa decadência que é cada império. Temos John Fante e Norman Mailer sussurrando em nossos ouvidos uma América por debaixo da América. John Lennon quis a Roma do século XX e foi aniquilado. Em Roma como os romanos… Em Roma coma os romanos… Nos Estados Unidos coma os Americanos… Mas quem são os Americanos?! “O Pato Donald?! O Mickey Mouse?!” me disse Nil numa canção lisérgica. Na aurora do século XXI existe uma América escondida, talvez ainda não pronta para ser descoberta. Uma América que será arqueológica. Interpretada pelos super-computadores de Isaac Azimov e pelas Inteligências Artificiais de Willian Gibson. On that sky above with the color of a television tunned to a dead channel! É sob este céu que estará a América do porvir. Um céu que estará entornado no submundo, abaixo, muito abaixo dos nossos pés… ou dentro deste parque de diversões da cabeça… A Coney Island of the mind!  Será, então, o tempo de ouvir um chamado! Um chamado que não seja sirene de bombardeio nuclear em New Hampshire, nem grito inumano de dor entorpecida em Bagdá! Será o chamado daquelas letras riscadas sem medo em um papel carbono qualquer que deveriam soar mais alto que qualquer God Bless America: 



Let us rise and go now
under the city
where ashcans roll
and reappear in putrid clothes
as te uncrowned undergroud kings
of subway men´s rooms!

Great call Ferlinghtti!

7D.

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